quarta-feira, 12 de junho de 2013

Equipes de Liturgia – Parte 7

COMO A EQUIPE PREPARA UMA MISSA?

6. Por que essa divisão de Ano A, Ano B e Ano C?

1. Na ação litúrgica nunca deve faltar a leitura da Palavra de Deus. A reforma da Liturgia, realizada a partir do Concilio Vaticano II, determinou que se colocasse uma maior quantidade de textos da Bíblia nas celebrações. Antes, os textos escolhidos para as Missas eram distribuídos pelo espaço de um só ano. Quando acabava o ano, voltavam a ser lidos os mesmos textos no ano seguinte.

2. Com a criação dos três conjuntos, Ano A, Ano B e Ano C, muitos outros textos foram contemplados. Por exemplo, os textos do Ano C, que estamos lendo em 2013, só voltaram a ser lidos no ano de 2016. Em 2014 serão os textos do Ano A e em 2015 os do Ano B. Portanto, temos agora três séries de textos e eles só retornam depois de três anos. Assim, muito mais textos da Bíblia são trazidos para nossas celebrações.

3. Além disso, antes do Concílio, a Missa tinha uma leitura, um salmo e o Evangelho. Agora, nos domingos e nas solenidades, temos a primeira leitura, um salmo, a segunda leitura e o Evangelho. Uma leitura a mais, portanto. Com tudo isso, temos mais oportunidades de meditar a Palavra de Deus. “Fartura de alimento para o povo de Deus!”

7. E essa outra divisão de Ano Par e Ano Impar?

1. Dentro do mesmo critério, a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II estabeleceu que, para as Missas dos dias da semana, duas séries de textos da Bíblia seriam montadas. Se o ano é par, uma série de leituras; se o ano é impar, outra série diferente de leituras. Mas isso vale somente para a primeira leitura; a série do Evangelho permanece a mesma.

2. Outra modificação importante é que as leituras são contínuas, ou seja, deverão ser lidas na sequencia do mesmo livro ou carta. Por exemplo: na quinta-feira, a leitura continua a partir do ponto em que parou na quarta-feira. Isso, é claro, quando é possível.

8. Os evangelistas na nova configuração das leituras

1. É necessário esclarecer também que cada ano litúrgico tem um evangelista como “titular”: Ano A – São Mateus; Ano B – São Marcos e Ano C – São Lucas. Isso significa que, na série de leituras organizadas para cada ano, nas Missas de domingo, há um destaque especial para os textos do evangelista titular daquele ano, ou seja, ele vai aparecer mais do que os outros.

2. Nas Missas de Domingo, sobretudo os do Tempo Comum, via de regra, as leituras serão do evangelista do ano. Mas é preciso notar que durante o tempo Pascal, em cada ano, o evangelista titular é São João. Isso porque ele não entrou como “titular” nos anos A, B e C. Seus textos parece que se prestam mais à meditação do mistério pascal.

3. Agora, nas Missas dos dias de semana, os quatro evangelistas vão aparecendo conforme o andamento do ano litúrgico.

9. Qual é a lógica na composição do Ano Litúrgico?

1. Todos os que servem a comunidade por meio dos ministérios litúrgicos devem ter bem claro que a Igreja, em sua sabedoria e em seu zelo pela salvação de todos, organizou as celebrações do Ano Litúrgico como memorial da história da salvação. A partir do ponto central, que é o mistério pascal, o ano é montado dentro de uma lógica, de uma sequência cronológica.

2. Começa com o Tempo do Advento – preparação para o Natal (quatro semanas antes do dia 25/12);

3. Vem em seguida o Tempo do Natal – Nascimento de Jesus e festas ligadas ao mistério da encarnação (Sagrada Família; Santa Mãe de Deus, Maria; Epifania e Batismo do Senhor).

4. Um pouco mais para frente vem o Tempo da Quaresma – preparação para a Páscoa (seis semanas, incluindo o Domingo de Ramos ou da Paixão).

5. Aí vem o ponto alto das celebrações, o Tríduo Pascal e o Tempo Pascal – Ceia do Senhor, Paixão do Senhor, Vigília Pascal, Ressurreição do Senhor e os Domingos seguintes, incluindo Pentecostes.

6. Após Pentecostes, predomina o Tempo Comum – são trinta e quatro semanas, das quais algumas, dependendo do calendário, são colocadas logo após o Batismo do Senhor e as outras, após Pentecostes até a festa de Cristo Rei e Senhor do Universo.

Convém informar que, no decorrer do ano, vão acontecendo também muitas outras celebrações: Festas do Senhor, de Nossa Senhora, dos Santos, etc.

A grosso modo, podemos dizer que o Ano Litúrgico se divide em duas partes:

a) Do Advento até Pentecostes: Deus quer, na sua bondade e misericórdia, nos oferece a Vida Plena, salvando-nos por meio de seu Filho Jesus, que se encarnou, por nós deu a vida resgatando-nos através de sua paixão, morte, ressurreição e ascensão. Por último, nos enviou seu Espírito Santo.

b) De Pentecostes até Cristo Rei: O Tempo Comum celebra o esforço que fazemos para responder a esse Deus que nos oferece a Vida Plena. É um tempo de acolher a Palavra, de tornar-se cada vez mais discípulo e missionário, tentando, com a graça de Deus, implantar o seu Reino, até que o Senhor seja tudo em todos, na solenidade de Jesus Cristo, vencedor e Senhor de todo o Universo.

Clodoaldo Montoro 
Publicado na Liturgia Diária “Deus Conosco” do mês de maio de 2013.

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