segunda-feira, 6 de maio de 2019

Origem da Coroação de Nossa Senhora no Mês de Maio


Tradicionalmente, o mês de Maio é dedicado às mães e a Igreja Católica dedica à Maria, Mãe de Jesus. E também costuma-se dizer que maio é o mês das noivas, pois todo o clima festivo, remete às festas de matrimônio também.

Em muitas paróquias é tradição realizar, durante todo o mês de Maio, as coroações a Nossa Senhora. Na Paróquia São Pedro Catedral este ano teve como novidade que os meninos também puderam participar da coroação de Nossa Senhora , sendo anjinhos. A Pastoral da Comunicação este ano contemplou a festividade celebrada na comunidade Bom Jesus, no dia 25 de maio de 2016. Conforme os anjinhos entravam na nave da igreja , os olhares e os sorrisos foram sendo transformados. Numa noite de muita beleza e emoção para todos os presentes.

Segundo o Padre Cássio Barbosa de Castro, Mestre em História da Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, a tradição é antiga em nossa Igreja. Começou no século XIII, no ano de 1280.

Na Europa, o mês é primavera, são colhidos os frutos da terra e as flores do campo são cheias de cores e de perfumes. E isto remete a Maria, que é considerada a flor mais bela. A tradição chegou ao Brasil através dos portugueses. Desde então, devotos realizam coroações da imagem de Nossa Senhora durante este mês. Padre Cássio explica que a tradição se solidificou no século XIV, em Paris, onde a figura de Maria ganhou destaque. A Mãe de Deus era simbolizada como uma flor adornada de jóias, então, surgiram as coroações. Foi São Felipe Neri que começou a dedicar o mês de maio à Maria fazendo a ela homenagens com flores.

As homenagens são uma forma de devoção: Maria é a Mãe de Deus! Celebrar o Mês de Maria é devotar o nosso amor a Mãe de Deus e a nossa Mãe. Um dos elementos marcantes do catolicismo é devoção mariana. Coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhecemos como “Rainha”, mesmo na simplicidade de sua figura.

Cada elemento que as crianças oferecem a Nossa Senhora tem um significado. A palma representa a pureza de Maria, o véu, sua virgindade, a coroa sua realeza e as flores remetem a homenagem feita por São Felipe Neri.

É realmente muito bonito ver a emoção das mães vendo suas pequenas filhas coroando Nossa Senhora. E cada uma delas lembra do dia que também coroaram a Mãe de Deus. Emoção e Fé são os sentimentos que tornam mais belo este momento.


Fonte:Paróquia São Jose – Bicas, MG.  Site da Catedral São Pedro.




domingo, 21 de abril de 2019

O que é o Círio Pascal: Origem e Tradição


Olá pessoal do Blog! Eu tenho estado meio afastado daqui não é verdade?! Mas tenho estado bem presente nas nossas redes sociais!

Hoje fui na Missa, me alegrar com meus amigos e familiares pela Ressurreição de Cristo! E vendo nosso Círio Pascal (foto) me despertou o interesse de fazer esse post!

Então FELIZ PÁSCOA e vamos ler sobre o Círio Pascal?!...

* * * * *

O Círio Pascal é a grande vela acesa que simboliza o Senhor Ressuscitado. É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal, que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro enfeitado. A palavra “círio” vem do latim “cereus”, de cera, o produto do labor das abelhas.

O uso do círio pascal é anterior ao século VI. O rito de acender o círio pascal nasceu de um costume diário dos cristãos. Sem eletricidade, o ato de acender a luminária, ao cair da noite, se tornara um rito familiar, que trazia alegria e segurança. O círio pascal representa Jesus que é a luz que ilumina a noite da humanidade.

No século VIII, era costume que a igreja permanecesse no escuro depois de terminada a celebração vespertina da Quinta-Feira da Paixão, até o Sábado. Não eram permitidas luzes de velas na igreja na Sexta-Feira da Paixão. Para conservar uma chama do fogo, uma lamparina permanecia guardada acesa num outro lugar que não fosse a igreja. A luz era trazida de volta para dentro da igreja no Sábado da Paixão à noite. Essa luz possibilitava a leitura dos textos bíblicos para a comunidade.

Somente mais tarde se tem notícia a respeito do costume de se fazer uma fogueira no Sábado da Paixão. Do fogo da lenha, pega-se o Fogo Novo que iluminará o novo tempo, o tempo pascal. O fogo é o símbolo do Espírito Santo. Ele é a força vital da Igreja.

O Círio Pascal é aceso na vigília Pascal como símbolo de Cristo – Luz. Ele é preparado na primeira parte da Vigília e aceso no Rito do Fogo Novo.

O Círio é aceso, no Fogo Novo, pelo diácono. A seguir, o diácono apresenta o círio para a comunidade, dizendo: A luz de Cristo, segue então uma procissão até o recinto da celebração. O círio vai na frente, levado pelo diácono, e a comunidade segue logo atrás. O recinto da celebração está totalmente no escuro. Antes de entrar nele, todos acendem suas velas no círio pascal.

O Círio Pascal é, desde os primeiros séculos, um dos símbolos mais expressivos da vigília, por isso ele traz uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que a Páscoa do Senhor Jesus, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos. O Círio Pascal tem em sua cera incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor da Cruz.

As cinco chagas de Cristo:

1. A coroa de espinhos
2. O prego da mão direita
3. O prego da mão esquerda
4. O prego dos pés, e
5. O corte feito no lado direito do seu peito.

O Círio Pascal ficará aceso em todas as celebrações durante as sete semanas do Tempo Pascal, ao lado do ambão da Palavra, até a tarde do domingo de Pentecostes.

Uma vez concluído o Tempo Pascal, o Círio é dignamente conservado no batistério ou sacristia. Depois o Círio Pascal é usado durante os batismos e as exéquias, ou seja, no princípio e ao término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna. Na liturgia do batismo, a vela batismal é acesa no círio, antes de ser entregue aos recém batizados (ou pais e padrinhos). Também se acende o Círio nas celebrações dos Sacramentos da Eucaristia e Crisma, para renovação das promessas do batismo.

Não é usual que se use o Círio Pascal fora da Igreja, e antigamente, nem se permitiam réplicas dele. Hoje no entanto, em alguns momentos ele é usado para encontros e são feitas réplicas para a catequese nas pastorais e para que as famílias tenham em casa a lembrança do Cristo-Luz.

Fonte: Site Cleofas.

sábado, 16 de março de 2019

Campanha da Fraternidade 2019, Atividades de Catequese

Oi galerinha do Blog! Desculpa o texto esta todo desalinhado, mas é porque estou postando de um App no celular, ai já viu né! kkkk
Mas gente, queria muito mostrar pra vocês as primeiras fotos que recebi com as atividades de catequese sobre a Campanha da Fraternidade! 殺
Como não consigo publicar fotos por aqui estou colocando o link da nossa página no Facebook e do Instagram também para vocês poderem ver as fotos!
São só duas, mas valeu por zilhões de fotos!
E já queria te pedir seu  (joinha) nas duas redes sociais do nosso blog!
Nos ajude a evangelizar!
Fiquem com Deus!

sexta-feira, 15 de março de 2019

Lista de Transmissão Amigos de Jesus

Nossa experiência com o WhatsApp rendeu mais um fruto! O primeiro foi uma "Lista de Transmissão" onde podemos interagir com muitos leitores de nosso blog e juntos evangelizarmos levando curiosidades e formação vindas de grandes sites católicos aqui na internet!

E vocês não sabem como isso alegra meu coração!

O segundo fruto foi um Grupo de WhatsApp, mas infelizmente, devido alguns acontecimentos beeeem chatos tivemos que acabar com nosso Grupo de WhatsApp que estávamos chamando de "AMIGOS DE JESUS" e que já contava com mais de 100 membros recebendo todos os dias algum material de formação, curiosidade, partilha da Palavra de Deus... Enfim, muitas coisas legais; mas teve que ser desativado.

C'est la vie!... Como dizem nossos amigos franceses! Mas tenham certeza de que vamos continuar partilhando com nossos leitores esses conteúdos através de nossa Lista de Transmissão lá no WhatsApp!

E se você quizer também fazer parte de nossa turma é só clicar AQUI e nos mandar a mensagem pré-programada seguida do seu nome completo para nós salvarmos seu contato e enviar nossos conteúdos!

Vale lembrar uma coisa aqui: Você também precisa salvar nosso número ai no seu WhatsApp para poder receber nossos conteúdos.

Fiquem com Deus e venham participar desse grupo de evangelização e convite os amigos e familiares também!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Mensagem do Papa para a Quaresma de 2019

“A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus"

POR VATICAN NEWS
26 de fevereiro de 2019

O texto foi divulgado esta terça-feira (26/02) na Sala de Imprensa da Santa Sé, com o título “A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus”, extraído de Romanos 8,19.

O Pontífice oferece algumas propostas de reflexão para acompanharem o caminho de conversão nesta Quaresma.

O Pontífice destaca que a criação se beneficia da redenção do homem quando este vive como filho de Deus, isto é, como pessoa redimida. Neste mundo, porém, adverte Francisco, “a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte”.

Com efeito, prossegue o Papa, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo, das outras criaturas, mas também de nós mesmos. Isso leva a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo desejos incontrolados.

“Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais.”

A aparição do mal no meio dos homens interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, a ponto de o jardim se transformar num deserto.

Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, explica o Papa, a sentir-se o seu senhor absoluto. Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco.

“O pecado, manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.”

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus. E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

A Quaresma chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos.

“Queridos irmãos e irmãs, a ‘quaresma’ do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus. Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação.”

“Não deixemos que passe em vão este tempo favorável!”, é o apelo final do Papa.

Fonte: Site Aleteia.

terça-feira, 5 de março de 2019

Dom Murilo: A Campanha da Fraternidade de 2019



A política é o espaço de poder e opiniões em que diferentes necessidades se enfrentam ou se unem, com visões e concepções distintas, em busca do interesse comum.

Dom Murilo S.R. Krieger, scj, Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

Neste dia 6 de março – Quarta-feira de Cinzas –, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança a Campanha da Fraternidade (CF) de 2019, que tem como tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e, como lema, uma frase do profeta Isaías: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

Se cada CF é uma proposta de conversão quaresmal, a deste ano tem como objetivo “estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade”.

Políticas Públicas são ações e programas desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos previstos na Constituição Federal e em outas leis. É preciso ter clareza quanto à diferença que há entre “política” e “Políticas Públicas”. A política é o espaço de poder e opiniões em que diferentes necessidades se enfrentam ou se unem, com visões e concepções distintas, em busca do interesse comum. Já as Políticas Públicas englobam os mais diferentes ramos do pensamento, como as ciências sociais, as ciências políticas, as ciências econômicas e as ciências da administração pública. As Políticas Públicas representam, pois, soluções específicas para o atendimento das necessidades e a solução dos problemas da sociedade. Dizem respeito às ações do Estado que buscam garantir a segurança e a ordem sociais e regular a relação entre as instituições e os diversos atores, sejam individuais ou coletivos (consumidores, empresários, trabalhadores, corporações, centrais sindicais, mídia, entidades do terceiro setor etc.), envolvidos na solução de um determinado problema.

Há Políticas Públicas de Estado e de governo. As políticas de Estado encontram-se amparadas pela Constituição (“Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente” – Art. 1º, parágrafo único), e devem ser realizadas independentemente do governo que estiver no poder. Já as políticas de governo são especificas a cada período do governante, uma vez que no regime democrático há alternância no exercício dos poderes executivo e legislativo.

Um dos atores principais na formulação da proposta de implementação de Políticas Públicas é a denominada Sociedade Civil, especialmente por meio do Terceiro Setor. Abre-se aqui, portanto, um imenso campo de participação para os cidadãos, chamados a dar sua contribuição quando se trata da escolha das Políticas Públicas a serem implementadas. Critérios fundamentais devem ser observados na escolha dessas Políticas, sobretudo a garantia dos direitos fundamentais do ser humano, isto é, a ordem justa da sociedade e a justiça social, que nos obrigam a ter uma preocupação especial com os mais pobres e desprotegidos.

O assunto é fascinante, amplo e desafiador. Para abordá-lo e meditar sobre ele, teremos o tempo da Quaresma. Participe!


Clique AQUI para ter acesso às nossas atividades de catequese com o tema da CF 2019!