sábado, 14 de setembro de 2019

É verdade que a dor de Cristo na cruz foi a maior que existiu?


Por Padre Paulo Ricardo, 11 de abril de 2019


Algumas pessoas argumentam que, cientificamente falando, não se pode dizer que a dor de Cristo foi a maior dor que já existiu, uma vez que existem gêneros muito piores de morte que a crucificação, como pessoas que morrem lentamente, corroídas por ácidos etc. Mas em que sentido se pode entender essa afirmação da Igreja, contida inclusive na doutrina de Santo Tomás de Aquino?

É o próprio Doutor Angélico que o responde, em sua Summa Theologiae:

“Ao tratarmos das deficiências assumidas por Cristo, deve-se dizer que ele suportou uma autêntica dor; tanto sensível, causada por algo que fere o corpo, como interior, causada pela percepção do que é nocivo e que é chamada de tristeza. Ambas foram em Cristo as maiores dores na presente vida. E assim foi por quatro motivos.”

“Primeiro, pelas causas da dor. Pois a causa da dor sensível foi a lesão corporal, que se tornou pungente não só pela extensão do sofrimento, da qual se falou, mas também pelo gênero de sofrimento. É que a morte dos crucificados é muitíssimo cruel, pois são transfixados em locais de nervos muito sensíveis, ou seja, nas mãos e nos pés; o próprio peso do corpo suspenso aumenta continuamente a dor; e é uma dor que perdura, uma vez que o crucificado não morre logo, como os que são mortos a espada. – Já a causa da dor interior foi, em primeiro lugar, todos os pecados do gênero humano, pelos quais, sofrendo, Cristo dava satisfação, a ponto de, por assim dizer, assumi-los para si, como declara o Salmo: ‘As palavras das minhas faltas’ (21, 2). Em segundo lugar, especialmente a culpa dos judeus e dos demais que tramaram sua morte, mas de modo participar dos discípulos, que se escandalizaram com a paixão de Cristo. Em terceiro lugar, a perda da vida corporal, que por natureza é horrível à condição humana.”

“Segundo, a extensão do sofrimento pode ser considerada pela sensibilidade do paciente. Ora, ele tinha uma ótima compleição física, pois seu corpo fora formado de modo miraculoso pela ação do Espírito Santo; aliás, tudo o que foi realizado por um milagre era melhor que o resto, como diz Crisóstomo a respeito do vinho em que, na festa de núpcias, Cristo transformara a água. Assim, era agutíssimo nele o sentido do tato, com o qual se percebe a dor. – Igualmente, a alma, com suas forças interiores, captava de modo intenso todas as causas de tristeza.”

“Terceiro, a grandeza da dor de Cristo ao sofrer pode ser estimada pela pureza dessa dor. Nos demais pacientes, com efeito, mitiga-se a tristeza interior e mesmo a dor externa com alguma consideração da razão, por alguma derivação ou redundância das forças superiores para as inferiores. Mas isso não aconteceu com Cristo em sua paixão, pois, como diz Damasceno, ‘ele permitiu que cada uma de suas potências exercesse a função que lhe era própria’.”

“Quarto, a extensão da dor de Cristo em sua paixão pode ser estimada pelo fato de seu sofrimento e dor terem sido assumidos voluntariamente, com o objetivo de libertar os homens do pecado. Assim, ele assumiu a intensidade da dor proporcional à grandeza do fruto que dela se seguiria.”
“De todas essas causas consideradas em seu conjunto, fica evidente que a dor de Cristo foi a maior.” [1]

Na paixão de Nosso Senhor, com efeito, cumpriu-se a profecia de Jeremias: “Olhai e vede se há dor igual à minha dor”[2]. Importa, porém, encarar a paixão de Cristo não tanto sob a ótica da dor, mas considerando o grande amor com que Ele nos amou. Nem os piores sofrimentos do mundo seriam capazes, por si só, de remir o homem do pecado. Foi a profunda união de Cristo com a Sua Pessoa Divina que deu sentido a todo o sofrimento que Ele experimentou, em Sua carne. Por isso, deve-se dizer que o que nos salvou na cruz, na realidade, mais do que a agonia de Jesus, foi o Seu amor.




[1] Suma Teológica, III, q. 46, a. 6
[2] Lm 1, 12

domingo, 8 de setembro de 2019

O fascinante mistério da Natividade de Maria


Por Elizabeth Scalia / Aleteia Brasil | Set 08, 2016

Até uma sutileza na genealogia sagrada aponta que, agora, tudo é diferente...

O “O teu nascimento, ó Virgem Mãe de Deus, proclama alegria ao mundo inteiro, porque de ti nasceu o Sol glorioso da Justiça, o Cristo, nosso Deus; Ele nos libertou da antiga maldição e nos encheu de santidade; Ele destruiu a morte e nos deu a vida eterna” (antífona do Cântico de Zacarias, na oração da manhã para 8 de setembro, dia da Natividade de Maria).

Na festa de hoje, que honra o nascimento de Maria, a Mãe de Deus, o Evangelho apresenta a genealogia e a Anunciação conforme descritas por São Mateus: toda a lista de patriarcas e pais, com a ocasional menção da mãe:

Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar … Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido a mulher de Urias…

E assim por diante. Até que…

Aquim gerou Eliúde. Eliúde gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó. Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo”.

A genealogia vai seguindo uma linha e, de repente, acontece uma reviravolta: de repente, mais um homem é nomeado, mas ele não é apontado como o pai de alguém, e sim como o marido daquela que é mãe! A Mãe do Criador. A Mãe do Cristo.


Esta sutileza da narrativa sinaliza que algo agora é muito diferente. A partir de agora, entendemos que nada mais será como era.

Consideremos ainda:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus” (João 1,1).

No início, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era um deserto sem forma e as trevas cobriam o abismo, enquanto um vento forte varria as águas. Então Deus disse: ‘Haja luz’, e houve luz” (Gênesis 1,1-3).

Ambas as passagens descrevem algo que surge do nada; ambas falam de vazios e espaços. Em março, quando falamos da Anunciação, esses textos muito bem poderiam descrever a condição do seio virginal de Maria, mas talvez, hoje, também se possam contemplar essas palavras como referência à alma de Maria no momento da sua concepção. O Deus que É, que Foi e que sempre Será sabia quem seria a Sua Arca da Nova Aliança, pois Ele próprio iria providenciá-la: aquela a quem Gabriel chamou “a cheia de graça”.

Voltando às linhas do Gênesis e de João, quase podemos considerar Maria no útero como uma espécie de espelho do “nada” em repouso que existia antes da criação: uma criatura criada, amada a ponto de chegar a ser e marcada pela graça, está esperando para nascer. Ela vive e cresce no silêncio; como modelo de quiescência.

Da folha em branco de Maria vem o resto da história. Salvação. Resgate. O Caminho de volta.

Por que Maria é tão importante para os católicos? Por que honrá-la tão grandemente e chamá-la Bem-Aventurada e Santa? Ela não era “apenas uma mulher”?

Sim, mas… não. Ela é “a cheia de graça”. E teria que ser. Eu sou apenas uma mulher; bilhões de pessoas são “apenas mulheres”; a maioria delas são pessoas boas e decentes, mas será que qualquer uma delas poderia ter sido a “Arca” excepcional destinada a carregar em si, nutrir e dar à luz o seu Criador e Salvador?

A bondade de Maria não era por mérito próprio; a ela foi dada a graça. A ela foi dada ainda a graça de dizer “sim”, mesmo quando um “não” teria sido perfeitamente compreensível, dada sua idade e sua época. Ela reconhece tudo isso em seu esplêndido Magnificat, compartilhado pelo Evangelho de Lucas.

Nós recordamos e celebramos o fato de seu nascimento porque – merecido ou não – ela foi a escolhida de Deus para acender uma chama que ainda arde na humanidade.

Celebramos hoje o nascimento de Maria, a Theotokos, aquela que nos traz o Deus encarnado; a mãe sublime que Jesus, ao pé da sua cruz, deu a cada um de nós.

O Pai se regozija em olhar para o coração da Santíssima Virgem Maria como a obra-prima de suas mãos. O Filho se regozija nele como o coração de Sua Mãe, a fonte de Seu próprio Sangue que nos resgatou” (São João Maria Vianney).


Fonte: Site Aleteia.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Consep aprova cartaz da Campanha da Fraternidade de 2020, inspirado em irmã Dulce


O cartaz da Campanha da Fraternidade de 2020, cujo tema será “Fraternidade e vida: dom e compromisso” foi aprovado na manhã desta quarta-feira, 21 de agosto. Os bispos reunidos no Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF) também deliberaram sobre o texto-base e as propostas para a letra do hino da campanha.

A arte foi elaborada pelo designer da Edições CNBB Leonardo Cardoso, sob a supervisão do bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, e do secretário executivo de campanhas, padre Patriky Samuel Batista.

O cartaz remete à figura de irmã Dulce, que será canonizada no próximo mês de outubro. E também apresenta, ao fundo o Pelourinho, lugar icônico da capital baiana. Padre Patrky explica que a mensagem é de “vida doada é vida santificada. A vida é um intercâmbio de cuidado”.

Por isso que a irmã Dulce cuida. E seu modo de cuidar sinaliza uma Igreja em saída. Então é cuidar das pessoas que estão próximas a nós. Onde estou é lugar de cuidado da pessoa, do mundo, da ecologia. Depois, o cenário faz menção à questão do mundo urbano. Amar é fazer o bem! Daí a beleza do cartaz, que está sintonizado com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no que diz respeito ao pilar da caridade”, explicou.


Padre Patriky | Foto: CNBB/Daniel Flores

Padre Patriky também apresentou aos bispos o texto-base da CF 2020, que está estruturado como de costume com um diferencial, que é a centralidade da Palavra de Deus: “Perceberemos em cada capítulo do texto que a Palavra de Deus ocupa um lugar de primazia, nos ajudando a viver o tempo quaresmal – ‘viu, sentiu compaixão e cuidou dele’”, explicou lembrando do lema relacionado à passagem bíblica do bom samaritano.

Os bispos deram sugestões de acréscimos e ajustes ao texto-base com destaque às propostas de que o material tenha opções de roteiros que favoreçam a espiritualidade quaresmal dentro da reflexão tema da CF. Segundo padre Patriky, a indicação está dentro da perspectiva bíblica, “para fecundar o caminho para a vivência espiritual da Quaresma, uma vivência quaresmal de fato que possa converter o coração para transformar também a realidade, é um modo de viver a Quaresma”.

Hino
O assessor do Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, o jesuíta irmão Fernando Vieira, entregou aos bispos as cinco letras escolhidas por um grupo de peritos a partir das 31 sugestões recebidas por meio de concurso. Após a avaliação dos bispos, será realizada a segunda fase da seleção, neste caso, da música do hino.

Perspectiva do trabalho
Ainda foram apresentadas perspectivas do trabalho da CF para os próximos anos, que constará do resgate da história, da relação dos Papas com as Campanhas da Fraternidade, levantamento de materiais, encontros com as coordenações diocesanos de pastoral e a visibilidade de projetos financiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Semana Nacional da Família 2019 celebra os 25 anos do tema da Campanha da Fraternidade de 1994



Neste domingo (11), a Comissão Episcopal Pastoral Para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dá início à celebração da Semana Nacional das Famílias que segue até o dia 17.

Com a temática “A família, como vai?”, que celebra o jubileu de prata – 25 anos – da Campanha da Fraternidade de 1994, a proposta da Semana Nacional das Famílias é indicar a necessidade de a família vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra para conseguir vencer os desafios e dificuldades que encontra em seu caminho, e assim compreender seu papel evangelizador na Igreja e na sociedade.

Inspirado nos pilares das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023, o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão, dom Ricardo Hoepers, convoca toda a Igreja, em especial a Pastoral Familiar, a celebrar a Semana Nacional das Famílias e roga pela intercessão de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos em prol dos trabalhos que se realizados.

“Reúna o pessoal! Que possam rezar e meditar a palavra de Deus, a palavra que nos alimenta, o pão que nos permite o Celebrar, a caridade que é a força que nos leva a seguir e responder o nosso chamado e a missão de fazer acontecer já aqui agora o Reino de Deus!”.

O subsídio Hora da Família pode ser adquirido no site da Comissão Nacional da Pastoral Familiar em www.lojacnpf.org.br, pelo telefone (61) 3443-2900 ou com o coordenador de pastoral Familiar em sua paróquia.

Fonte: Site da CNBB.

sábado, 22 de junho de 2019

Papa anuncia tema da Jornada Mundial da Juventude 2022 em Lisboa



O anúncio foi feito neste sábado, 22, em audiência aos jovens que participaram do Fórum Internacional para promover a atuação do Sínodo 2018
Da redação, com VaticanNews

Na manhã deste sábado, 22, o Papa Francisco recebeu os participantes do Fórum internacional dos Jovens, que tem como objetivo promover a atuação do Sínodo 2018 sobre a juventude.

O Santo Padre aproveitou a ocasião para fazer um importante anúncio. Seguindo o percurso do Sínodo dos Jovens que precedeu a Jornada Mundial da Juventude do Panamá, três meses mais tarde, o Papa almeja uma grande sintonia entre estas duas vias, confiando esta intenção à poderosa intercessão de Maria.

Então Francisco anuncia: “A próxima edição internacional da JMJ será em Lisboa 2022”, e para esta etapa da peregrinação dos jovens “escolhi como tema: ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente (Lc 1, 39)”.

O Papa também fez um apelo aos jovens para que, nestes dois anos que antecedem a JMJ em Lisboa, meditem sobre estes versículos: “Jovem, eu te digo: levanta-te” (cf. Lc 7, 14 e Christus vivit 20) e “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (At 26, 16).

Jovens em ação
Na audiência deste sábado, Francisco iniciou seu discurso afirmando: “Vocês são jovens em ação em uma Igreja sinodal, e nestes últimos dias vocês meditaram e refletiram sobre este tema”.

Logo depois o Papa falou sobre o episódio de Emaús, presente no documento final da Assembleia sinodal, considerando-o “um texto paradigmático para compreender a missão eclesial em relação às jovens gerações”.

Francisco recorda que “a profunda experiência que os discípulos de Emaús viveram com Jesus, levou-os irresistivelmente a colocar-se novamente a caminho”. E estimulando os jovens disse: “Vocês, queridos jovens, são chamados a ser luz na noite de muitos outros jovens que ainda não conhecem a alegria da nova vida em Jesus”.

Caminhar juntos
“Cleofas e o outro discípulo depois de terem encontrado o Ressuscitado sentiram a necessidade vital de estar com a sua comunidade. Não há alegria autêntica se não for compartilhada com os outros”, afirma Francisco e recordou “agora que se aproxima o momento de se despedir, talvez vocês já sintam saudades… é normal. Faz parte da experiência humana”.

Os discípulos também não queriam que Jesus fosse embora, porém “seu Corpo ressuscitado não é um tesouro a reter, mas um Mistério a partilhar” (Documento final do Sínodo, 115). “Nós encontramos Jesus sobretudo na comunidade e pelas ruas do mundo. Quanto mais levamos Jesus aos outros mais o sentimos nas nossas vidas. “Por isso – indica o Papa – alimentem e difundam o fogo de Cristo presente dentro de vocês”.

A Igreja precisa de vocês!
Em seguida o Papa recorda mais uma vez aos jovens: “Vocês são o hoje da Igreja! A Igreja precisa de vocês para ser plenamente ela mesma”. E acrescenta: “Somente caminhando juntos seremos verdadeiramente fortes. Com Cristo, Pão da Vida que nos dá força para o caminho, levemos a luz do seu fogo para as noites deste mundo!”.


segunda-feira, 6 de maio de 2019

Origem da Coroação de Nossa Senhora no Mês de Maio


Tradicionalmente, o mês de Maio é dedicado às mães e a Igreja Católica dedica à Maria, Mãe de Jesus. E também costuma-se dizer que maio é o mês das noivas, pois todo o clima festivo, remete às festas de matrimônio também.

Em muitas paróquias é tradição realizar, durante todo o mês de Maio, as coroações a Nossa Senhora. Na Paróquia São Pedro Catedral este ano teve como novidade que os meninos também puderam participar da coroação de Nossa Senhora , sendo anjinhos. A Pastoral da Comunicação este ano contemplou a festividade celebrada na comunidade Bom Jesus, no dia 25 de maio de 2016. Conforme os anjinhos entravam na nave da igreja , os olhares e os sorrisos foram sendo transformados. Numa noite de muita beleza e emoção para todos os presentes.

Segundo o Padre Cássio Barbosa de Castro, Mestre em História da Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, a tradição é antiga em nossa Igreja. Começou no século XIII, no ano de 1280.

Na Europa, o mês é primavera, são colhidos os frutos da terra e as flores do campo são cheias de cores e de perfumes. E isto remete a Maria, que é considerada a flor mais bela. A tradição chegou ao Brasil através dos portugueses. Desde então, devotos realizam coroações da imagem de Nossa Senhora durante este mês. Padre Cássio explica que a tradição se solidificou no século XIV, em Paris, onde a figura de Maria ganhou destaque. A Mãe de Deus era simbolizada como uma flor adornada de jóias, então, surgiram as coroações. Foi São Felipe Neri que começou a dedicar o mês de maio à Maria fazendo a ela homenagens com flores.

As homenagens são uma forma de devoção: Maria é a Mãe de Deus! Celebrar o Mês de Maria é devotar o nosso amor a Mãe de Deus e a nossa Mãe. Um dos elementos marcantes do catolicismo é devoção mariana. Coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhecemos como “Rainha”, mesmo na simplicidade de sua figura.

Cada elemento que as crianças oferecem a Nossa Senhora tem um significado. A palma representa a pureza de Maria, o véu, sua virgindade, a coroa sua realeza e as flores remetem a homenagem feita por São Felipe Neri.

É realmente muito bonito ver a emoção das mães vendo suas pequenas filhas coroando Nossa Senhora. E cada uma delas lembra do dia que também coroaram a Mãe de Deus. Emoção e Fé são os sentimentos que tornam mais belo este momento.


Fonte:Paróquia São Jose – Bicas, MG.  Site da Catedral São Pedro.