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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A fé na Igreja e a fé da Igreja. Por Frei Will Bruno.


Texto escrito para a Revista Mercês, por Frei Will Bruno, Diácono e futuro Sacerdote Mercedário!

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      Estamos no ano da fé, mas de onde vem essa fé? Quem nos deu? Em que cremos?Quando fomos batizados recebemos a luz da fé. Ela nos foi transmitida não somente por nossos pais, mas principalmente por quem lhes deu a fé: a comunidade de fé; a Igreja. Logo ficar rezando em casa não é a mesma coisa que ir rezar na igreja onde a comunidade de fé se reúne. O quem foi batizado se torna membro da Igreja e nela e com comela deve expressar sua fé. “O povo de Deus, ou seja, a Igreja, representada pela comunidade local, deve tomar parte no batizado das crianças como toma no dos adultos... Assim se demonstra que a fé, em que são batizadas as crianças, não é somente da família, mas constitui verdadeiro tesouro de toda a Igreja de Cristo”.[1]
Por isso é importante participar dos atos litúrgicos da Igreja. Neles nossa fé é fortalecida pela escuta da Palavra e pelos sacramentos. É tão verdade isso que os sacramentos são as celebrações da nossa fé. Por exemplo, a missa, ápice da vida da Igreja resume toda a nossa fé.  Nela celebramos o mistério pascal de Cristo e nossa vida nesse mistério. Não é por acaso que recitamos o credo nas missas dominicais. Porque é o credo que celebramos nela. “ Anunciamos Senhor a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição, vinde Senhor Jesus”[2] que está ligado ao “...foi crucificado, morto e sepultado... ressuscitou e subiu aos céus... de onde há de vir para julgar vivos e mortos etc.”[3]
Por isso podemos dizer que cremos na Igreja. Em um primeiro momento, mais do que acreditar no que ela diz é acreditar dentro dela, porque nossa fé nos foi dada por ela. Assim podemos que em e como Igreja é que se tem fé, porque se adere à fé que ela proclama. Embora cada fiel diga “eu creio”, é apenas no “nós cremos” que a fé adquire seu real significado. Onde dois ou mais estiverem reunidos no meu nome estarei no meio deles. 
Além do mais só cremos porque houve quem anunciasse, quem nos falasse sobre o crer, o que crer, como crer. Daí que nossa fé é “em Igreja”. “Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” ( Rm 10, 14-15) A igreja por ordem de Jesus Cristo tem a missão de anunciar e levar a evangelho a toda criatura. Os sacramentos se tornam assim lugar privilegiado de anuncia da palavra de Deus na Igreja, ela como Mãe e mestre nos alimenta com o pão da palavra e da eucaristia.

            Agora em um segundo momento podemos dizer que acreditamos no que a Igreja proclama, em especial por causa da comunhão dos fiéis. O que a Igreja ensina através de seu magistério é a atualização e aplicação do que foi revelado. Deus continua agindo na história humana. A Igreja no seu diálogo com o mundo atualiza por força do Espírito Santo a mensagem de salvação, de forma encarnada. “Para levar a cabo esta missão, é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas.”[4]

A Igreja está a serviço da salvação da humanidade, da salvação do mundo, por isso ela se situa na “continuidade” com Jesus, o salvador da humanidade, sob o sopro do Espírito Santo, aquele que santificando visa conduzir todas as pessoas em Cristo para Deus Pai. “Nenhuma ambição terrena move a Igreja, mas ùnicamente este objectivo: continuar, sob a direcção do Espírito Consolador, a obra de Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo. 18,37), para salvar e não para julgar, para servir e não para ser servido(Jo. 3, 17; Mt. 20, 28).”[5]





[1]Ritual de Batismo de Crianças nº 7
[2] Aclamação anamnética ou memorial recitada após as palavras da instituição da eucaristia- tomai e comei, tomai e bebei.
[3] Credo ou Símbolo Apostólico.
[4]Gaudium et Spes – Sobre a Igreja no mundo atual  nº 4
[5] Ibidem  nº 3


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