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domingo, 20 de abril de 2025

Tempo Pascal


Após o domingo de Páscoa a Igreja vive o Tempo Pascal; são sete semanas em que celebra a presença de Jesus Cristo Ressuscitado entre os Apóstolos, dando-lhes as suas últimas instruções (At1,2).

Quarenta dias depois da Ressurreição Jesus teve a sua Ascensão ao Céu, e ao final dos 49 dias enviou o Espírito Santo sobre a Igreja reunida no Cenáculo com a Virgem Maria. É o coroamento da Páscoa. O Espírito Santo dado à Igreja é o grande dom do Cristo glorioso.

O Tempo Pascal compreende esses cinquenta dias (em grego = “pentecostes”), vividos e celebrados “como um só dia”. Dizem as Normas Universais do Ano Litúrgico que: “os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, “como se fosse um único dia festivo”, como um grande domingo” (n. 22).

É importante não perder o caráter unitário dessas sete semanas. A primeira semana é a “oitava da Páscoa”. Ela termina com o domingo da oitava, chamado “in albis”, porque nesse dia os recém batizados tiravam as vestes brancas recebidas no dia do Batismo.

Esse é o Tempo litúrgico mais forte de todo o ano. É a Páscoa (passagem) de Cristo da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a Páscoa também da Igreja, seu Corpo. No dia de Pentecostes a Igreja é introduzida na “vida nova” do Reino de Deus.

Daí para frente o Espírito Santo guiará e assistirá a Igreja em sua missão de salvar o mundo, até que o Senhor volte no Último Dia, a Parusia. Com a vinda do Espírito Santo à Igreja, entramos “nos últimos tempos” e a salvação está definitivamente decretada; é irreversível; as forças o inferno vencidas pelo Cristo na cruz, não são mais capazes de barrar o avanço do Reino de Deus, até que o Senhor volte na Parusia.

A Igreja logo nos primórdios começou a celebrar as sete semanas do Tempo Pascal, para “prolongar a alegria da Ressurreição” até a grande festa de Pentecostes. É um tempo de prolongada alegria espiritual. Esse tempo deve ser vivido na expectativa da vinda do Espírito Santo; deve ser o tempo de um longo Cenáculo de oração confiante.

Nestes cinquenta dias de Tempo Pascal, e, de modo especial na Oitava da Páscoa, o Círio Pascal é aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Ele simboliza o Cristo ressuscitado no meio da Igreja. Ele deve nos lembrar que todo medo deve ser banido porque o Senhor ressuscitado caminha conosco, mesmo no vale da morte (Sl 22). É tempo de renovar a confiança no Senhor, colocar em suas mãos a nossa vida e o nosso destino, como diz o salmista: “Confia os teus cuidados ao Senhor e Ele certamente agirá” (Salmo 35,6).

Os vários domingos do Tempo Pascal não se chamam, por exemplo, “terceiro domingo depois da Páscoa”, mas “III domingo de Páscoa”. As leituras da Palavra de Deus dos oito domingos deste Tempo na Santa Missa estão voltados para a Ressurreição. A primeira leitura é sempre dos Atos dos Apóstolos, as ações da Igreja primitiva, que no meio de perseguições anunciou o Senhor ressuscitado e o seu Reino, com destemor e alegria.

Portanto, este é um tempo de grande alegria espiritual, onde devemos viver intensamente na presença do Cristo ressuscitado que transborda sobre nós os méritos da Redenção. É um tempo especial de graças, onde a alma mais facilmente bebe nas fontes divinas. É o tempo de vencer os pecados, superar os vícios, renovar a fé e assumir com Cristo a missão de todo batizado: levar o mundo para Deus, através de Cristo. É tempo de anunciar o Cristo ressuscitado e dizer ao mundo que somente nele há salvação.

Então, a Igreja deseja que nos oito dias de Páscoa (Oitava de Páscoa) vivamos o mesmo espírito do domingo da Ressurreição, colhendo as mesmas graças. Assim, a Igreja prolonga a Páscoa, com a intenção de que “o tempo especial de graças” que significa a Páscoa, se estenda por oito dias, e o povo de Deus possa beber mais copiosamente, e por mais tempo, as graças de Deus neste tempo favorável, onde o céu beija a terra e derrama sobre elas suas Bênçãos copiosas.

Mas, só pode se beneficiar dessas graças abundantes e especiais, aqueles que têm sede, que conhecem, que acreditam, e que pedem. É uma lei de Deus, quem não pede não recebe. E só recebe quem pede com fé, esperança, confiança e humildade.

As mesmas graças e bênçãos da Páscoa se estendem até o final da Oitava. Não deixe passar esse tempo de graças em vão! Viva oito dias de Páscoa e colha todas as suas bênçãos. Não tenha pressa! Reclamamos tanto de nossas misérias, mas desprezamos tanto os salutares remédios que Deus coloca à nossa disposição tão frequentemente.

Muitas vezes somos miseráveis sentados em cima de grandes tesouros, pois perdemos a chave que podia abri-lo. É a chave da fé, que tão maternalmente a Igreja coloca todos os anos em nossas mãos. Aproveitemos esse tempo de graça para renovar nossa vida espiritual e crescer em santidade. 

Fonte: Prof. Felipe Aquino e copiado do Blog Semeando Catequese.

sexta-feira, 7 de abril de 2023

Como ficou o corpo de Jesus após a crucifixão?

O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.

Como resultado esculpiu um Crucificado que, segundo o artista, seria uma reprodução científica do estado físico de Nosso Senhor Jesus Cristo depois de sua morte.

Jesus Crucificado segundo o Santo Sudário: estreita concordância com as imagens tradicionais
O autor não visava provar a existência de Jesus de Nazaré, mas destacar os impressionantes acertos anatômicos constatados no estudo científico doSanto Sudário.

O professor Miñarro disse à BBC Brasil que, embora tenha privilegiado a “exatidão matemática”, “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”.

“A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas ela reproduz com fidelidade a cena do Calvário”, completou. Miñarro levou mais de dois anos para concluir sua obra.

O escultor não trabalhou só. Ele presidiu o trabalho de um grupo de cientistas que levaram adiante uma investigação multidisciplinar do Sudário de Turim.

O crucificado é o único “sindônico” no mundo, pois reflete até nos mais mínimos detalhes os múltiplos traumatismos do corpo estampado no Santo Sudário.  A imagem representa um corpo de 1,80 metros de altura, de acordo com os estudos no Sudário feitos pelas Universidades de Bolonha e Pavia. Os braços e a Cruz formam um ângulo de 65 graus.

A Coroa de Espinhos tinha forma de casco, cobrindo toda a cabeça, e foi feita com jujuba “ziziphus jujuba”, uma espécie de espinheiro cujas agulhas não se dobram.

A pele apresenta exatamente o aspecto de uma pessoa morta há uma hora. O ventre aparece inchado por causa da crucifixão.

O braço direito aparece desconjuntado pelo fato do crucificado se apoiar nele à procura de ar durante a asfixia sofrida na Cruz. O polegar das mãos está virado para dentro, reação do nervo quando um objeto atravessa a munheca.

A escultura reflete também a presença de dois tipos de sangue: o vertido antes da morte e o derramado post mortem. Também aparece o plasma da ferida do costado, de que fala o Evangelho.

A elaboração destes pormenores foi supervisionada por hematologistas. A pele dos joelhos está aberta pelas quedas e pelas torturas.

Há grãos de terra incrustados na carne que foram trazidos de Jerusalém.
As feridas são típicas das produzidas pelos látegos romanos, que incluíam bolas de metal com pontas recurvadas para rasgar a carne.

Não há zonas vitais do corpo atingidas pelos látegos porque os verdugos poupavam essas partes para que o réu não morresse na tortura.

A maçã do rosto do lado direito está inchada e avermelhada pela ruptura do osso malar.

A língua e os dedos do pé apresentam um tom azulado, característicos da parada cardíaca.

Por fim, embaixo da frase em hebraico “Jesus Nazareno, rei dos judeus”, a tradução em grego e em latim está escrita da direita para a esquerda, erro habitual naquela época e naquela região. A escultura esteve exposta na igreja de São Pedro de Alcântara, Córdoba, Espanha, e saiu em procissão pelas ruas da cidade durante a Semana Santa.

Com os mesmos critérios e técnicas, Miñarro está criando outras imagens que representam a Nosso Senhor em diferentes momentos de sua dolorosa Paixão.

* * *

Isaías 53

“Ele subirá como o arbusto diante dele, e como raiz que sai de uma terra sequiosa; ele não tem beleza, nem formosura; vimo-lo, e não tinha aparência do que era, e por isso não tivemos caso dele.

“Ele era desprezado, o último dos homens, um homem de dores; experimentado nos sofrimentos; o seu rosto estava encoberto; era desprezado, e por isso nenhum caso fizeram dele.

“Verdadeiramente ele foi o que tomou sobre si as nossas fraquezas, e ele mesmo carregou com as nossas dores; nós o reputamos como um leproso, como um homem ferido por Deus e humilhado.

“Mas foi ferido por causa das nossas iniqüidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes; o castigo que nos devia trazer a paz, caiu sobre ele, e nós fomos sarados com as suas pisaduras.” (53, 2-5).



sábado, 21 de novembro de 2020

Como Coisa? Ou como Filho?



Nos dias atuais, ainda nos deparamos com pessoas que possuem a seguinte dúvida: “Cantamos ‘como coisa’ ou ‘como filho’ na Oração de Consagração a Nossa Senhora?”. E, para poder tirar a minha dúvida e talvez a de muitos, resolvi fazer uma pesquisa sobre o assunto e descobri fatos chaves e importantes que poderão auxiliar a todos.
A oração de Consagração à Nossa Senhora no original em Latim é: “O DOMINA mea! O Mater mea! Tibi me totum offero, atque, ut me tibi probem devotum, consecro tibi [hodie*] oculos meos, aures meas, os meum, cor meum, plane me totum. Quoniam itaque tuus sum, o bona Mater, serva me, defende me ut rem ac possessionem tuam. Amen”. Preces Latinae

Ao pé da letra seria mais ou menos assim: “Ó Senhora minha! Ó Mãe minha! A vós todo me ofereço, e, para provar que vos sou devoto, consagro-vos hoje meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração, eu todo inteiramente. E porque sou vosso, ó boa Mãe, guardai-me, defendei-me como coisa e propriedade vossa. Amém”.

Observação: REM é o substantivo feminino latino RES no caso acusativo. E pode significar coisa, evento, negócio, assunto, propriedade, fato. Na oração, portanto, a tradução COISA é correta.

É engraçado o quanto queremos ganhar espaço. Ninguém quer ser tratado como coisa. O próprio Jesus que poderia ter se declarado rei e pedir tratamento especial, se colocou pequeno e como servo. Nós fazemos justamente o contrário. Somos apenas coisa e já nos colocamos como filhos “exigindo” nossos direitos, nossa herança.

Confesso que eu não compreendia essa parte da oração. Eu queria ser tratado como filho de Nossa Senhora e não como coisa. Até que um dia me contaram que a mãe de um amigo sempre ensinou a ele que essa oração havia sido feita pelo coração puro e simples de uma criança. Desse modo, só é possível vivermos essa oração com o coração semelhante ao de uma criança.

“Coisa” é um objeto que o dono coloca onde quer e faz o que quer com ele. O objeto fica ali estático, aguardando o proprietário decidir o que fará. Já o filho não. Já o filho, quando criança, precisa e quer o colo da mãe. A medida que cresce, tem momentos de desobediência, de querer fazer seus desejos, até o dia em que se torna adulto, sai de casa e realiza suas próprias vontades. Passa a ser o “dono do seu nariz”.

Um pouquinho de história: como surgiu o Canto e a Oração de Consagração.

As citações a seguir foram retiradas do livro “Viver da Fé”, escrito por Pe. Kentenich. Essa oração é atribuída a um Padre Jesuíta, chamado Zuchi. Aos dez anos de idade, perdeu sua mãe. Levado por profundo impulso religioso raciocinou nestes termos: “Não tenho mais mãe terrena. Que farei? Sem mãe não poderei viver. Consagrar-me-ei por isso a mãe de Deus, far-me-ei total e inteiramente dependente dela. Compôs a oraçãozinha, escrevendo-a com sangue, é a oraçãozinha conhecida por todos”.

Com idade avançada, Padre Zuchi, antes de morrer, colocou o ponto final em sua consagração, confessando solenemente o seguinte:

“Esforcei-me para viver esta consagração e com suma gratidão, tenho de testemunhar frente à mãe de Deus, ter-me Ela livrado, durante toda a vida do pecado grave. Ela de fato agiu comigo como sua possessão e propriedade. Agora posso partir para a felicidade eterna para contemplá-la e nela ser propriedade de Deus eterno por toda a eternidade”.

Como se pode perceber, Pe. Zucchi se consagrou a Nossa Senhora de tal forma que ele se tornou sua propriedade. Pesquisando no dicionário a palavra propriedade, um dos sentidos encontrados é “o direito pelo qual uma coisa pertence a alguém”. Por sua vez, coisa é algo de que se tem a posse. Aos se declarar de propriedade de Nossa Senhora, Pe. Zucchi assume a condição de coisa. Ora, filhos de Deus e de Nossa Senhora, todos nós somos, sem necessidade alguma de consagração especial para isso.

Com tudo isso, o sentido de ser coisa, presente na oração, está correto. Assim, não há motivo ou justificativa para adulterar a oração original. O filho, por mais que ame seus pais, é sempre livre para discordar com eles e de fazer por si mesmo suas ações. Quando nos colocamos nas mãos de Deus e de Maria como coisa e propriedade, abrimos mão desse direito de liberdade para sermos instrumentos, coisas das quais Deus e Maria podem usar como lhes bem aprouver para a santificação e conversão do mundo.

Assim, nos colocamos como instrumentos nas mãos de Maria para colaborar com Ela no plano de salvação de seu Divino Filho. Não deixamos, com isso, de sermos Filhos de Deus e de Maria, mas doamo-nos de modo pleno a Eles para sermos usados como instrumentos.

Vendo desta forma, você escolhe ser COISA ou FILHO de Nossa Senhora?

Eu quero ser COISA e, para tanto, procedo a seguinte oração: “Prudentíssima Mãe, queremos ser coisa e propriedade Vossa! Queremos que você interceda e decida junto a Jesus o rumo das nossas vidas e nos ensine a fazer não nossas vontades, mas, a Santa Vontade de seu Filho. Amém”.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Atividades de Catequese: Sementes da fé!

Feliz ano novo galeraaaaa! Que bom que iniciamos um novo ano e também uma nova oportunidade para evangelizarmos não é verdade?! 

Pois bem! Semana que vem já vou começar a publicar novas atividades de catequese aqui no nosso blog, mas com "uma nova cara" por assim dizer! Vão ser atividades de catequese temáticas, abordando vários assuntos muito interessantes e ricos em aprendizado.

A nossa ideia inicial é publicar uma atividade de catequese a cada 15 dias ou pelo menos uma vez por mês, já que no atual momento de vida que atravesso seria inviável publicar semanalmente como vinha fazendo nos últimos anos.

Nessa nova série de atividades vai ter, além de muito conteúdo bíblico que já vinhamos utilizando, conteúdos do Catecismo da Igreja Católica, Documentos da Igreja, sites católicos e muito mais! Tudo para enriquecer nosso conhecimento e o conhecimento de nossos catequizandos!

Você já deve ter visto no post anterior a esse que elas virão com uma nova fonte tipográfica não viu?! Isso tudo para aproveitar melhor o espaço da folha e trazer mais conteúdo.

E você reparou também que ao lado da voto tem um celular?! Pois é, vou trazer de volta nosso WhatsApp para podermos manter contato e compartilhar melhor nossas atividades de catequese com quem tem dificuldades de baixa-las direto do Blog. Aguardem, que logo logo vou divulgar o nosso novo número.

Fiquem com Deus e um abraço fraterno!

Até semana que vem galerinhaaaaa!

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Por que outubro é o mês das missões?


Descubra por que outubro é o mês das missões

O mês de outubro começa com a comemoração de Santa Teresinha do Menino Jesus, que é reconhecida pela Igreja, como a padroeira das missões. A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz, que leva aos mais necessitados a misericórdia que vem do Senhor. Deus que é Pai das Misericórdias, enviou o seu próprio Filho para evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça e levar a salvação a todos os povos.

“O Mês das Missões deve lembrar a cada um de nós, que é missão de todo batizado ser evangelizador. Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz “membros do Corpo de Cristo”, a Igreja, e assim, participantes de Sua Missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus.” (Prof. Felipe Aquino)

Outubro também é o mês de Nossa Senhora, a mais santa de todas as mulheres. Falando tão pouco e de modo tão suave, ela dizia tudo no silêncio de seu coração. Nossa mãe Maria quer os cristãos unidos e solidários como uma grande família… Quem medita e conhece o Evangelho sabe que Jesus e Maria nutriam especial predileção pelo silêncio, pelos lugares desertos. Silêncio é terapia, calmante, reconforto, reabastecimento psicológico, físico e espiritual.

Uma Igreja em missão é de responsabilidade de todo cristão. Deixe que o Senhor te guie!


sábado, 14 de setembro de 2019

É verdade que a dor de Cristo na cruz foi a maior que existiu?


Por Padre Paulo Ricardo, 11 de abril de 2019


Algumas pessoas argumentam que, cientificamente falando, não se pode dizer que a dor de Cristo foi a maior dor que já existiu, uma vez que existem gêneros muito piores de morte que a crucificação, como pessoas que morrem lentamente, corroídas por ácidos etc. Mas em que sentido se pode entender essa afirmação da Igreja, contida inclusive na doutrina de Santo Tomás de Aquino?

É o próprio Doutor Angélico que o responde, em sua Summa Theologiae:

“Ao tratarmos das deficiências assumidas por Cristo, deve-se dizer que ele suportou uma autêntica dor; tanto sensível, causada por algo que fere o corpo, como interior, causada pela percepção do que é nocivo e que é chamada de tristeza. Ambas foram em Cristo as maiores dores na presente vida. E assim foi por quatro motivos.”

“Primeiro, pelas causas da dor. Pois a causa da dor sensível foi a lesão corporal, que se tornou pungente não só pela extensão do sofrimento, da qual se falou, mas também pelo gênero de sofrimento. É que a morte dos crucificados é muitíssimo cruel, pois são transfixados em locais de nervos muito sensíveis, ou seja, nas mãos e nos pés; o próprio peso do corpo suspenso aumenta continuamente a dor; e é uma dor que perdura, uma vez que o crucificado não morre logo, como os que são mortos a espada. – Já a causa da dor interior foi, em primeiro lugar, todos os pecados do gênero humano, pelos quais, sofrendo, Cristo dava satisfação, a ponto de, por assim dizer, assumi-los para si, como declara o Salmo: ‘As palavras das minhas faltas’ (21, 2). Em segundo lugar, especialmente a culpa dos judeus e dos demais que tramaram sua morte, mas de modo participar dos discípulos, que se escandalizaram com a paixão de Cristo. Em terceiro lugar, a perda da vida corporal, que por natureza é horrível à condição humana.”

“Segundo, a extensão do sofrimento pode ser considerada pela sensibilidade do paciente. Ora, ele tinha uma ótima compleição física, pois seu corpo fora formado de modo miraculoso pela ação do Espírito Santo; aliás, tudo o que foi realizado por um milagre era melhor que o resto, como diz Crisóstomo a respeito do vinho em que, na festa de núpcias, Cristo transformara a água. Assim, era agutíssimo nele o sentido do tato, com o qual se percebe a dor. – Igualmente, a alma, com suas forças interiores, captava de modo intenso todas as causas de tristeza.”

“Terceiro, a grandeza da dor de Cristo ao sofrer pode ser estimada pela pureza dessa dor. Nos demais pacientes, com efeito, mitiga-se a tristeza interior e mesmo a dor externa com alguma consideração da razão, por alguma derivação ou redundância das forças superiores para as inferiores. Mas isso não aconteceu com Cristo em sua paixão, pois, como diz Damasceno, ‘ele permitiu que cada uma de suas potências exercesse a função que lhe era própria’.”

“Quarto, a extensão da dor de Cristo em sua paixão pode ser estimada pelo fato de seu sofrimento e dor terem sido assumidos voluntariamente, com o objetivo de libertar os homens do pecado. Assim, ele assumiu a intensidade da dor proporcional à grandeza do fruto que dela se seguiria.”
“De todas essas causas consideradas em seu conjunto, fica evidente que a dor de Cristo foi a maior.” [1]

Na paixão de Nosso Senhor, com efeito, cumpriu-se a profecia de Jeremias: “Olhai e vede se há dor igual à minha dor”[2]. Importa, porém, encarar a paixão de Cristo não tanto sob a ótica da dor, mas considerando o grande amor com que Ele nos amou. Nem os piores sofrimentos do mundo seriam capazes, por si só, de remir o homem do pecado. Foi a profunda união de Cristo com a Sua Pessoa Divina que deu sentido a todo o sofrimento que Ele experimentou, em Sua carne. Por isso, deve-se dizer que o que nos salvou na cruz, na realidade, mais do que a agonia de Jesus, foi o Seu amor.




[1] Suma Teológica, III, q. 46, a. 6
[2] Lm 1, 12

domingo, 8 de setembro de 2019

O fascinante mistério da Natividade de Maria


Por Elizabeth Scalia / Aleteia Brasil | Set 08, 2016

Até uma sutileza na genealogia sagrada aponta que, agora, tudo é diferente...

O “O teu nascimento, ó Virgem Mãe de Deus, proclama alegria ao mundo inteiro, porque de ti nasceu o Sol glorioso da Justiça, o Cristo, nosso Deus; Ele nos libertou da antiga maldição e nos encheu de santidade; Ele destruiu a morte e nos deu a vida eterna” (antífona do Cântico de Zacarias, na oração da manhã para 8 de setembro, dia da Natividade de Maria).

Na festa de hoje, que honra o nascimento de Maria, a Mãe de Deus, o Evangelho apresenta a genealogia e a Anunciação conforme descritas por São Mateus: toda a lista de patriarcas e pais, com a ocasional menção da mãe:

“Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar … Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido a mulher de Urias…”

E assim por diante. Até que…

“Aquim gerou Eliúde. Eliúde gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó. Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo”.

A genealogia vai seguindo uma linha e, de repente, acontece uma reviravolta: de repente, mais um homem é nomeado, mas ele não é apontado como o pai de alguém, e sim como o marido daquela que é mãe! A Mãe do Criador. A Mãe do Cristo.


Esta sutileza da narrativa sinaliza que algo agora é muito diferente. A partir de agora, entendemos que nada mais será como era.

Consideremos ainda:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus” (João 1,1).

“No início, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era um deserto sem forma e as trevas cobriam o abismo, enquanto um vento forte varria as águas. Então Deus disse: ‘Haja luz’, e houve luz” (Gênesis 1,1-3).

Ambas as passagens descrevem algo que surge do nada; ambas falam de vazios e espaços. Em março, quando falamos da Anunciação, esses textos muito bem poderiam descrever a condição do seio virginal de Maria, mas talvez, hoje, também se possam contemplar essas palavras como referência à alma de Maria no momento da sua concepção. O Deus que É, que Foi e que sempre Será sabia quem seria a Sua Arca da Nova Aliança, pois Ele próprio iria providenciá-la: aquela a quem Gabriel chamou “a cheia de graça”.

Voltando às linhas do Gênesis e de João, quase podemos considerar Maria no útero como uma espécie de espelho do “nada” em repouso que existia antes da criação: uma criatura criada, amada a ponto de chegar a ser e marcada pela graça, está esperando para nascer. Ela vive e cresce no silêncio; como modelo de quiescência.

Da folha em branco de Maria vem o resto da história. Salvação. Resgate. O Caminho de volta.

Por que Maria é tão importante para os católicos? Por que honrá-la tão grandemente e chamá-la Bem-Aventurada e Santa? Ela não era “apenas uma mulher”?

Sim, mas… não. Ela é “a cheia de graça”. E teria que ser. Eu sou apenas uma mulher; bilhões de pessoas são “apenas mulheres”; a maioria delas são pessoas boas e decentes, mas será que qualquer uma delas poderia ter sido a “Arca” excepcional destinada a carregar em si, nutrir e dar à luz o seu Criador e Salvador?

A bondade de Maria não era por mérito próprio; a ela foi dada a graça. A ela foi dada ainda a graça de dizer “sim”, mesmo quando um “não” teria sido perfeitamente compreensível, dada sua idade e sua época. Ela reconhece tudo isso em seu esplêndido Magnificat, compartilhado pelo Evangelho de Lucas.

Nós recordamos e celebramos o fato de seu nascimento porque – merecido ou não – ela foi a escolhida de Deus para acender uma chama que ainda arde na humanidade.

Celebramos hoje o nascimento de Maria, a Theotokos, aquela que nos traz o Deus encarnado; a mãe sublime que Jesus, ao pé da sua cruz, deu a cada um de nós.

“O Pai se regozija em olhar para o coração da Santíssima Virgem Maria como a obra-prima de suas mãos. O Filho se regozija nele como o coração de Sua Mãe, a fonte de Seu próprio Sangue que nos resgatou” (São João Maria Vianney).


Fonte: Site Aleteia.

domingo, 21 de abril de 2019

O que é o Círio Pascal: Origem e Tradição


Olá pessoal do Blog! Eu tenho estado meio afastado daqui não é verdade?! Mas tenho estado bem presente nas nossas redes sociais!

Hoje fui na Missa, me alegrar com meus amigos e familiares pela Ressurreição de Cristo! E vendo nosso Círio Pascal (foto) me despertou o interesse de fazer esse post!

Então FELIZ PÁSCOA e vamos ler sobre o Círio Pascal?!...

* * * * *

O Círio Pascal é a grande vela acesa que simboliza o Senhor Ressuscitado. É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal, que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro enfeitado. A palavra “círio” vem do latim “cereus”, de cera, o produto do labor das abelhas.

O uso do círio pascal é anterior ao século VI. O rito de acender o círio pascal nasceu de um costume diário dos cristãos. Sem eletricidade, o ato de acender a luminária, ao cair da noite, se tornara um rito familiar, que trazia alegria e segurança. O círio pascal representa Jesus que é a luz que ilumina a noite da humanidade.

No século VIII, era costume que a igreja permanecesse no escuro depois de terminada a celebração vespertina da Quinta-Feira da Paixão, até o Sábado. Não eram permitidas luzes de velas na igreja na Sexta-Feira da Paixão. Para conservar uma chama do fogo, uma lamparina permanecia guardada acesa num outro lugar que não fosse a igreja. A luz era trazida de volta para dentro da igreja no Sábado da Paixão à noite. Essa luz possibilitava a leitura dos textos bíblicos para a comunidade.

Somente mais tarde se tem notícia a respeito do costume de se fazer uma fogueira no Sábado da Paixão. Do fogo da lenha, pega-se o Fogo Novo que iluminará o novo tempo, o tempo pascal. O fogo é o símbolo do Espírito Santo. Ele é a força vital da Igreja.

O Círio Pascal é aceso na vigília Pascal como símbolo de Cristo – Luz. Ele é preparado na primeira parte da Vigília e aceso no Rito do Fogo Novo.

O Círio é aceso, no Fogo Novo, pelo diácono. A seguir, o diácono apresenta o círio para a comunidade, dizendo: A luz de Cristo, segue então uma procissão até o recinto da celebração. O círio vai na frente, levado pelo diácono, e a comunidade segue logo atrás. O recinto da celebração está totalmente no escuro. Antes de entrar nele, todos acendem suas velas no círio pascal.

O Círio Pascal é, desde os primeiros séculos, um dos símbolos mais expressivos da vigília, por isso ele traz uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que a Páscoa do Senhor Jesus, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos. O Círio Pascal tem em sua cera incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor da Cruz.

As cinco chagas de Cristo:

1. A coroa de espinhos
2. O prego da mão direita
3. O prego da mão esquerda
4. O prego dos pés, e
5. O corte feito no lado direito do seu peito.

O Círio Pascal ficará aceso em todas as celebrações durante as sete semanas do Tempo Pascal, ao lado do ambão da Palavra, até a tarde do domingo de Pentecostes.

Uma vez concluído o Tempo Pascal, o Círio é dignamente conservado no batistério ou sacristia. Depois o Círio Pascal é usado durante os batismos e as exéquias, ou seja, no princípio e ao término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna. Na liturgia do batismo, a vela batismal é acesa no círio, antes de ser entregue aos recém batizados (ou pais e padrinhos). Também se acende o Círio nas celebrações dos Sacramentos da Eucaristia e Crisma, para renovação das promessas do batismo.

Não é usual que se use o Círio Pascal fora da Igreja, e antigamente, nem se permitiam réplicas dele. Hoje no entanto, em alguns momentos ele é usado para encontros e são feitas réplicas para a catequese nas pastorais e para que as famílias tenham em casa a lembrança do Cristo-Luz.

Fonte: Site Cleofas.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Mensagem do Papa para a Quaresma de 2019

“A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus"

POR VATICAN NEWS
26 de fevereiro de 2019

O texto foi divulgado esta terça-feira (26/02) na Sala de Imprensa da Santa Sé, com o título “A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus”, extraído de Romanos 8,19.

O Pontífice oferece algumas propostas de reflexão para acompanharem o caminho de conversão nesta Quaresma.

O Pontífice destaca que a criação se beneficia da redenção do homem quando este vive como filho de Deus, isto é, como pessoa redimida. Neste mundo, porém, adverte Francisco, “a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte”.

Com efeito, prossegue o Papa, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo, das outras criaturas, mas também de nós mesmos. Isso leva a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo desejos incontrolados.

“Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais.”

A aparição do mal no meio dos homens interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, a ponto de o jardim se transformar num deserto.

Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, explica o Papa, a sentir-se o seu senhor absoluto. Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco.

“O pecado, manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.”

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus. E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

A Quaresma chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos.

“Queridos irmãos e irmãs, a ‘quaresma’ do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus. Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação.”

“Não deixemos que passe em vão este tempo favorável!”, é o apelo final do Papa.

Fonte: Site Aleteia.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Papa Francisco: A liturgia é um tesouro que não pode ser reduzido a gostos e correntes

A liturgia sagrada é um “tesouro vivo que não pode ser reduzido a gostos, receitas e correntes”, assinalou o Papa Francisco durante audiência concedida à Assembleia Plenária da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos nesta quinta-feira, 14 de fevereiro, quando também disse que “para que a vida seja verdadeiramente um louvor agradável a Deus, é preciso de fato mudar o coração”.

O Santo Padre recordou que a assembleia deste ano tem como tema “A formação litúrgica do Povo de Deus” e disse que, “de fato, a tarefa que nos espera é essencialmente difundir entre o povo de Deus, o esplendor do mistério vivo do Senhor, que se manifesta na liturgia”.

“Falar da formação litúrgica do Povo de Deus significa antes de tudo tomar consciência do papel insubstituível que a liturgia desempenha na Igreja e para a Igreja. E pode ajudar concretamente o povo de Deus a interiorizar melhor a oração da Igreja, a amá-la como experiência de encontro com o Senhor e com os irmãos e, diante disso, redescobrir nela o conteúdo e observar seus ritos”, explicou o Papa.

Desse modo, o Pontífice reconheceu que “não basta mudar os livros litúrgicos para melhorar a qualidade da liturgia. Somente isto seria um engano”, mas, “para que a vida seja verdadeiramente um louvor agradável a Deus, é preciso de fato mudar o coração”.

Por isso, o Santo Padre destacou que “a conversão cristã é orientada a celebração cristã, que é um encontro da vida com o Deus dos vivos” e acrescentou que este é também o objetivo do trabalho da Congregação do Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, voltado a “ajudar o Papa a exercer o seu ministério em benefício da Igreja em oração espalhada por toda a terra”.

“Na comunhão eclesial, atuam tanto a Sé Apostólica como as Conferências Episcopais, em espírito de cooperação, diálogo e sinodalidade. A Santa Sé, de fato, não substitui os bispos, mas colabora com eles para servir, na riqueza das várias línguas e culturas, a vocação orante da Igreja no mundo”, afirmou.

Conferências Episcopais

Nesta linha, o Papa explicou que, com o Motu proprio “Magnum principium”, promulgado em3 de setembro de 2017, quis “favorecer, entre outras coisas, a necessidade de uma constante cooperação, plena de confiança recíproca, vigilante e criativa, entre as Conferências Episcopais e o Dicastério da Sé Apostólica que exerce a missão de promover a sagrada liturgia”.

Por isso, o Santo Padre assinalou que “o desejo é prosseguir no caminho da mútua colaboração, conscientes das responsabilidades envolvidas pela comunhão eclesial, na qual a unidade e a variedade encontram harmonia. É um problema de harmonia”.

O Papa Francisco também abordou o desafio da formação e disse que “não podemos esquecer que a liturgia é vida que forma, não uma ideia a ser aprendida”. E advertiu que é bom “na liturgia, como em outros âmbitos da vida eclesial, não acabar em estéreis polarizações ideológicas que nascem muitas vezes quando, considerando as próprias ideias válidas para todos os contextos, chega-se a assumir uma atitude de perene dialética em relação a quem não as compartilha”.

Portanto, o Pontífice reconheceu que em certas ocasiões “corre-se o risco de voltar-se a um passado que não existe mais ou de fugir para um futuro presumido como tal. O ponto de partida, pelo contrário, é reconhecer a realidade da sagrada liturgia, tesouro vivo que não pode ser reduzido a gostos, receitas e correntes, mas deve ser acolhido com docilidade e promovido com amor, enquanto alimento insubstituível para o crescimento orgânico do Povo de Deus”.

“A liturgia não é ‘o campo do faça-você-mesmo’, mas a epifania da comunhão eclesial”, assegurou o Papa. “Portanto, nas orações e nos gestos ressoa o ‘nós’ e não o ‘eu’; a comunidade real, não o sujeito ideal. Quando se recordam nostalgicamente tendências passadas ou se querem impor novas, corre-se o risco de antepor a parte ao todo, o eu ao Povo de Deus, o abstrato ao concreto, a ideologia à comunhão, e na raiz, o mundano ao espiritual”, indicou.

Desse modo, o Papa explicou que, “sendo a liturgia uma experiência voltada à conversão da vida pela assimilação do modo de pensar e de comportar-se do Senhor, a formação litúrgica não pode limitar-se simplesmente em oferecer conhecimentos – isso é errado –, mesmo necessários, sobre os livros litúrgicos, e tampouco tutelar o cumprimento das disciplinas rituais”, advertiu.

“Para que a liturgia possa cumprir sua função formativa e transformadora, é necessário que os pastores e leigos sejam introduzidos a compreender dela o significado e a linguagem simbólica, incluindo a arte, o canto e a música a serviço do mistério celebrado, também o silêncio”.

Além disso, o Santo Padre recordou que o Catecismo da Igreja Católica “adota o caminho mistagógico para ilustrar a liturgia, valorizando nela a oração e os sinais”, e explicou que a mistagogia é “um caminho idôneo para entrar no mistério da liturgia, no encontro vivo com o Senhor crucificado e ressuscitado. Mistagogia significa descobrir a vida nova que no Povo de Deus recebemos mediante os Sacramentos, e redescobrir continuamente a beleza de renová-la”, afirmou.

Formação permanente

Sobre as etapas da formação, o Papa Francisco recordou que “é necessário cultivar a formação permanente do clero e dos leigos, especialmente aqueles envolvidos nos ministérios ao serviço da liturgia. A formação não apenas uma vez, mas permanente”.

Assim, o Pontífice ressaltou que “as responsabilidades educativas são compartilhadas, mesmo que cada diocese esteja mais envolvida na fase operativa” e assinalou que “a reflexão de vocês vai ajudar o Dicastério a amadurecer linhas e diretrizes para oferecer, no espírito de serviço, a quem – Conferências Episcopais, dioceses, institutos de formação, revistas – tem a responsabilidade de cuidar e acompanhar a formação litúrgica do Povo de Deus”.

Ao finalizar, o Santo Padre assegurou que “todos somos chamados a aprofundar e reavivar a nossa formação litúrgica”, porque a liturgia é, de fato, “o caminho principal através do qual a vida cristã passa em cada fase de seu crescimento”.

Fonte: AciDigital.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Há jovens que querem mudar de sexo só porque está na moda, alerta psiquiatra

Médico que já conduziu vários processos de "mudança de gênero" admite que o número de casos falsos de "disforia" tem crescido.

É possível que alguém queira ser transgênero porque está na moda? Segundo o psiquiatra Stephen Stathis, sim – e ele não tem nada de “transfóbico”, mas, pelo contrário, é diretor da clínica de gênero do Hospital Infantil Lady Cilento, na cidade australiana de Brisbane. Ele chegou até mesmo a conduzir o processo de “mudança de gênero” de um menino que, aos 18 meses, já dizia que queria ser menina. Hoje, aos 9 anos, atende por Olivia.

De acordo com entrevista publicada no jornal australiano The Courier Mail, Stathis reconhece que cada vez mais há casos de adolescentes confusos ou advindos de uma experiência traumática que querem ser transgêneros porque isso está em alta, porque facilitaria a sua vida ou lhes daria destaque. “Um deles chegou a me dizer: ‘Doutor Stephen, quero ser transgênero… É o novo negro’”, contou o psiquiatra.

Além disso, há muitas garotas que querem se redefinir como garotos por terem sofrido algum abuso sexual. Elas dizem: “Se eu fosse homem, não teria sofrido um abuso”, explicou Stathis. De acordo com ele, alguns estão tão convencidos de que a sua vida seria melhor se fossem do sexo oposto que chegam a cometer mutilação genital.

Atento à situação, o governo australiano aprovou o financiamento de um estudo com 180 jovens que se consideram transgêneros, a fim de pesquisar os casos e aprender a distinguir melhor entre os verdadeiros e os falsos casos de disforia de gênero.


Segundo Stathis, o perigo é que, passada a juventude, essas pessoas voltem a se identificar com seu sexo original. Como alguns dos tratamentos realizados para a mudança de sexo são irreversíveis, o psiquiatra tem obrigado seus pacientes a passar por exames de saúde mental antes de dar início ao tratamento.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Catequese sobre a Santa Missa


Papa Bento XVI em 2010 disse que “A melhor catequese é a Eucaristia bem celebrada”, pois podemos aprender muito sobre o grande mistério que é o Amor de Cristo por cada um de nós! E fora que podemos mergulhar em sua vida e nos aprofundarmos na fé e na história da Igreja.

Papa Francisco em 2017 nos presenteou com uma série de catequeses sobre a Santa Missa e nós começamos a publicar essas catequeses em nossa fanpage no dia 01 de janeiro e para que nada se perca e caso queiramos reler todas, estou colocando seus links aqui. Aproveitem! :D

1ª Catequese, clique AQUI.
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3ª Catequese, clique AQUI.
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Espero que tenham gostado! Eu peço que nos ajude a divulgar nosso blog e redes sociais curtindo e compartilhando nossos posts!

Fiquem com Deus e até uma próxima postagem! :)

domingo, 6 de janeiro de 2019

Epifania do Senhor



A festa da Epifania é conhecida também como a festa dos reis magos que irão representar a aceitação futura de toda mensagem de Jesus nas diversas etnias e culturas da terra. Que possamos sempre nos desacomodar e ir de encontro ao que o Senhor nos pede em relação a nós e aos nossos irmãos.

“Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: ‘Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo’. Ao saber disto, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o messias deveria nascer. Eles responderam: ‘Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: e tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo’. Então Herodes chamou em segredos os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: ‘Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E,
quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo’. Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia diante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho”. (Mt 02, 01-12)

‘Onde está o Rei dos Judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo‘.

Quando fizemos uma análise do que significava a figura do rei para o povo de Israel no início da sua história, percebemos que era um líder responsável pela manutenção do povo em todos os sentidos. Infelizmente esta figura foi se deteriorando no decorrer do tempo e o mal exemplo doas outras nações, bem como a dominação romana, fez que o rei estivesse mais em busca de seu prazer do que da salvação de seu povo.

Percebemos em Herodes o homem que recebe um poder de Deus mas não sabe utilizá-lo. Fica perdido em seu egoísmo lhe levando automaticamente a sentir medo de suas próprias atitudes.

Os reis magos representam a aceitação do projeto de Deus em outros povos que com humildade reconhecem a presença de Deus na história. O povo de Israel não soube aproveitar a Aliança que Deus fez com eles. Muitas vezes temos grandes tesouros escondidos e não temos coragem de descobri-los e utilizá-los para o nosso bem
e para o bem do próximo.

Os presentes oferecidos a Jesus menino são o futuro de sua missão. O ouro representa o reinado, o incenso a sua divindade e a mirra o seu sofrimento. Quando queremos realmente fazer a vontade de Deus teremos que enfrentar a nós mesmos. Precisamos sair de nosso comodismo e relativizar nossas posições. Se Herodes fosse mais corajoso em relação a sua própria pessoa, como foram os magos, certamente iria ir de encontro ao projeto de Deus em Jesus Cristo. O comodismo pode nos levar a morte quando passamos a nos preocupar só com nossos interesses pessoais.

Quanto mais poder temos, mais responsabilidade assumimos não em favor de nós mesmos mas em relação a nossa missão. A humildade dos reis magos é muito importante para nós hoje que pensamos ser os protagonistas da história deixando Deus o nosso Criador em segundo plano.

Devemos nesta festa dos reis magos dar o verdadeiro presente a Jesus que é o nosso coração. Não podemos nos iludir com a compra e a venda do mundo moderno. O ser humano vale muito mais do que isto. Fomos criados para Deus e só nele poderemos encontrar a razão de nossa vida.

Fonte: catolico.org.br https://www.portalcatolico.org.br/


domingo, 30 de dezembro de 2018

Catequese sobre os 10 Mandamentos


Nesse fim de ano Papa Francisco realizou em suas audiências gerais lindas catequeses sobre os 10 Mandamentos! Eu confesso que amei cada uma delas, e amei tanto que as republiquei em nossa página lá no Facebook!

Mas não se preocupe, pois vou colocar o link aqui em baixo de cada uma delas para que você possa ler também, caso já não tenha lido em algum site; ou reler mesmo, o que é sempre bom, afinal é o nosso Papa né!

Aproveito para te pedir um “joinha” lá na nossa página! Nos ajude a evangelizar, curta e siga a nossa página lá no Facebok!

1ª Catequese, clique AQUI para ler!
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3ª Catequese, clique AQUI para ler!
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Espero que gostem tanto quanto eu gostei! E se quiser comentem em nosso WhatsApp que está nas páginas acima desse post!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

10 atitudes que ajudam a ir para o céu


Pois é! O ano esta acabando e um novo ano vai se iniciar logo logo! E que melhor oportunidade para nos fazer refletir sobre o que podemos fazer para alcançarmos o céu?!...

Estou publicando um texto muito especial que é para nos ajudar a entrar em 2019 com o pé direito! Leiam, reflitam e ponham em prática! 

Espero que gostem!

* * * 

Aqueles que seguem Cristo têm por meta o céu

Em nossa jornada rumo ao céu, não é possível trilhar um caminho sozinho, menos ainda sem referências de onde se quer chegar.

Os mapas nos ajudam na localização de lugares que não conhecemos ou que temos dificuldades para chegar. No entanto, é preciso usá-los de maneira correta, caso contrário, ficaremos perdidos no meio do caminho. Nossa vida espiritual também precisa de um mapa, para que consigamos chegar ao céu. Sem ele ou sem um guia confiável, corremos o risco de nos perder ao longo da trajetória da vida. Em nossa caminhada rumo ao céu, alguns passos são fundamentais:

1 – Respeitar o diferente
Nem sempre é fácil conviver com quem pensa diferente de nós. O respeito para com o outro nasce a partir do momento em que o reconhecemos não como um inimigo, mas como um ser humano limitado, necessitado de nossa ajuda e compreensão. Assim como ele, ainda estamos em processo de construção.

2 – Evitar o julgamento
Todo julgamento sempre nos conduz a graves desentendimentos. Jesus nunca julgou o outro; pelo contrário, sempre olhou para cada pessoa a partir das possibilidades que essa carregava no coração. Quando julgamos o próximo, experimentamos, em nós mesmos, a consciência de que também não somos perfeitos.

3 – Reconciliar-se com o tempo
Queremos tudo para hoje e não damos ao tempo o período necessário para o amadurecimento interior de nossos sentimentos. Muitas pessoas têm sufocado a si mesmas e aos outros com sua pressa e ansiedade. Quem colhe frutos verdes experimenta em si o amargo das antecipações.

4 – Reflexão interior
Cada gesto, atitude, palavra, olhar e decisão trazem em si suas próprias consequências. Nossas escolhas sempre terão alguma consequência em nossa vida. Diante da vida e de seus desdobramentos, uma pergunta é sempre essencial: “Qual lição eu aprendi com esse acontecimento?”. A cada lição aprendida, o tesouro da nossa sabedoria se enriquecerá com as pérolas do aprendizado.

5 – Viver em comunidade
Em tempos de comunidades digitais, a vida física clama pela nossa presença. Nada pode substituir um abraço, um sorriso, um olhar carinhoso e terno. A vida em comunidade nos torna irmãos e irmãs. Quem se isola foge de si mesmo e dos outros.

6 – Ser solidário
A solidariedade é o amor ao próximo manifestado em gestos concretos. Nossos gestos solidários ganham inspiração cristã quando reconhecemos o próprio Cristo em quem precisa de nossa ajuda.

7 – Cultivar uma vida espiritual
A alma se alimenta daquilo que a ela oferecemos. Só vamos crescer interiormente quando alimentarmos nosso coração de uma espiritualidade madura e cristã, que reconheça a Cristo Ressuscitado como base de nossa fé.

8 – Alimentar-se da Palavra de Deus
Se o alimento é necessário à saúde biológica do nosso corpo, a Palavra de Deus é alimento seguro para a saúde de nossa vida interior. Quem busca na Palavra a luz para guiar seus passos tem seu caminho iluminado pelo amor do Pai.

9 – Ser amigo do silêncio
Tão importante quanto a fala é o silêncio. Se com ela ocorre a comunicação verbal, com o silêncio do nosso coração ocorre a comunicação espiritual. Coração silencioso é abrigo para as respostas de Deus a nossa vida.

10 – Vida de oração
Quando descobrimos Deus como amigo, jamais podemos ficar um dia sem falar com Ele. Na oração, fazemos a descoberta de uma amizade em que o filho se abandona totalmente nas mãos do Pai que o ama infinitamente. Se a oração é diálogo, a conversa que nasce dessa relação entre nós e Deus, chama-se amor.


domingo, 16 de dezembro de 2018

Os nomes “Jesus” e “Emanuel” são o mesmo? Teólogo responde



REDAÇÃO CENTRAL, 15 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Ao aproximar-se o Natal, alguns fiéis podem se perguntar por que, se o profeta Isaías anunciou que o Filho de Deus seria chamado “Emanuel”, o anjo disse a Maria e José que colocassem no Menino o nome de “Jesus”. Existe alguma contradição? Ambos os nomes são o mesmo?

Pe. Miguel A. Fuentes, do Instituto do Verbo Encarnado (IVE), escreveu um artigo em seu blog “El teólogo responde” (O teólogo responde) para responder a esta dúvida que foi exposta por um fiel.

“Com dois versículos de diferença, São Mateus indica dois dos nomes que receberá o Menino nascido da Virgem: porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados... que se chamará Emanuel (Mt 1,21-23)”, assinalou o sacerdote.

Entretanto, indicou que, “como disse Manuel de Tuya, O.P., não há oposição entre ambos os nomes, ‘porque o nome que se anuncia em Isaías (Emanuel) é o nome profético de Cristo, e o nome de Jesus é seu nome próprio e pessoal. O nome profético só indica o que significará para os homens, naquele momento, o nascimento deste menino. Será ‘Deus conosco’ de um modo particular’”.

“Assim – continua o texto de Manuel de Tuya –, se lê no mesmo Isaías, quando diz a Jerusalém: ‘Então te chamarão Cidade da Justiça, Cidade fiel’ (Is 1,26), não porque tivesse de chamar-se materialmente, mas porque tinha desde então certa conveniência por causa da purificação que nela faria Yahveh. Ou, como disse a este propósito São Jerônimo, ‘Jesus e Emanuel significam o mesmo, não ao ouvido, mas ao sentido’”.

O artigo de Pe. Fuentes continua assim:

1. Emanuel: expressa a natureza, a personalidade do Filho de Maria. O nome está contido na profecia que Isaías proclama diante do desconfiado Acaz, cinco séculos antes da vinda do anunciado nela: Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus Conosco’ (Is 7,14).

‘Emanuel’: Deus conosco. Jesus é Deus; o Deus adorável que fez o céu e a terra, que governa os astros e a quem os anjos servem. Mas sem deixar de ser Deus nem perder sua Glória, se ‘funde’ em nossa história e em nosso mundo para conviver com os homens (Ba 3,38). Emanuel expressa quem é o que nasce: é Deus que se faz carne. Por isso, o anjo disse a Maria: o que nascerá de ti será santo, será chamado Filho de Deus (Lc 1,35).

2. Jesus: Porás o nome de Jesus, porque Ele salvará seu povo de seus pecados (Mt 1,21). Tais palavras do anjo a José. Este nome expressa a missão do Filho de Deus ao se encarnar. Revela o motivo da encarnação. Jesus, em língua hebraica se diz Yehoshuah e quer dizer Yahveh salva, Deus salva; quer dizer, pois, saúde-doador. O que vem dar a saúde à alma, que é onde mora a enfermidade do pecado.

Quem pode perdoar os pecados senão Deus?, perguntam-se os inimigos de Cristo, escandalizados não só porque curou um paralítico em Cafarnaum, mas também, especialmente, porque anunciou a remissão de seus pecados (cf. Mc 2.7). Entenderam que desta maneira se iguala a Deus, e não estão errados: só Deus pode perdoar os pecados dos homens. Por isso, Cristo os perdoava, porque era Deus e para isso havia se encarnado. Isto é o que nos revela com seu nome.

Muitos hebreus se chamaram Jesus por casualidade, dizia Maldonado no século de ouro espanhol, ‘Cristo, ao contrário, por determinado conselho, não humano mas divino. Aqueles que levaram este nome antes Dele não foram verdadeiros salvadores, e Cristo o é mais ainda do que o homem pode significar. Para eles era nome comum e vulgar; para Cristo foi peculiar e, segundo o profeta havia predito, próprio e singular, porque da maneira que de Cristo se disse, a ninguém lhe convém mais do que a Ele, pois não há em outro alguma saúde’.

Fonte: Site AciDigital.